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31 de agosto de 2007

Renda média nas famílias brasileiras sobe quando há integrante com formação superior, mostra IBGE

A maior parte dos lares do país não conta com pessoas com nível superior. Segundo o IBGE, 84% das famílias não têm integrantes com superior completo, o equivalente a 40.896.559 famílias.
UOL Educação
A existência de pessoa com nível superior na família contribui significativamente para o aumento da renda média nas famílias brasileiras. O Perfil das despesas no Brasil: indicadores selecionados, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base nos dados levantados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2002-2003, mostra que famílias com mais de uma pessoa com nível superior têm rendimento médio de R$ 6.994,98, 1,83 vez maior que o rendimento dos núcleos com apenas um integrante com nível superior e 5,75 vezes acima dos ganhos de lares sem pessoas com nível superior. A maior parte dos lares do país não conta com pessoas com nível superior. Segundo o IBGE, 84% das famílias não têm integrantes com superior completo, o equivalente a 40.896.559 famílias. Os anos de estudo da pessoa de referência da família também refletem diretamente nos ganhos. Enquanto o rendimento médio de núcleos em que a pessoa de referência possui 11 anos ou mais de estudo - equivalente ao ensino médio completo - era em 2003 de R$ 3.796,00, este valor caía para R$ 752,00 nas famílias em que a pessoa de referência tinha menos de um ano de estudo. Em 63% das famílias do país, a pessoa de referência tinha até sete anos de estudo. O tempo passado na sala de aula acaba influenciando nas despesas das famílias. De acordo com os dados do IBGE, na média, uma família brasileira destina 61% do pagamento de despesas para os gastos com habitação, alimentação e transporte. Em famílias em que a pessoa de referência tem menos de um ano de estudo essa fatia é de 69,8% e decresce constantemente até atingir 55,1% do total das despesas de famílias em que a pessoa de referência estudou 11 anos ou mais. No grupo de transporte, a fatia da renda destinada ao transporte urbano cai à medida que aumenta o tempo de estudo da pessoa de referência. Como o rendimento aumenta na proporção em que avança o tempo de estudo, as famílias se mostram aptas a gastar menos com transporte urbano (ônibus, trem e metrô) e a destinar percentual maior da renda para aquisição de veículos e pagamento de combustível. Nos extremos, as famílias em que a pessoa de referência estudou um ano ou menos destinam 38,1% das despesas com transporte para ônibus, trem e metrô, apenas 11,4% para combustível e 26,7% para aquisição de veículos. As famílias em que a pessoa de referência passou 11 anos ou mais nas salas de aula paga 9,8% do total gasto com transporte para utilizar transportes urbanos, 23,8% para combustível e 42,1% para aquisição de veículos. Na média nacional, as famílias brasileiras usam 15,9% do total gasto com transporte público, 21,2% com combustíveis e 39,1% com compra de veículos. O gasto do brasileiro com educação permanece baixo e, na média, responde por apenas 3,3%, ou R$ 59,86 por mês, do total de despesas das famílias brasileiras. A fatia é, por exemplo, menor que o total destinado ao pagamento de impostos, que responde por 4,4% do total de gastos, ou R$ 79,29. O gasto com os estudos cresce na medida em que aumenta o nível de escolaridade da pessoa de referência, mas em nenhuma faixa supera o pagamento de impostos. Nos extremos, famílias em que a pessoa de referência tem um ano ou menos de estudo destinam 1,2% do total de despesas para a educação e 1,3% para o pagamento de impostos. Nas famílias em que a pessoa de referência tem 11 anos ou mais de estudo, 4,9% do total das despesas vai para a educação e 6,4% para o pagamento de impostos.
 
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